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terça-feira, 8 de outubro de 2013

GUAIAMUM EXTINTO ?

 

GuaiamumCardisoma guanhumi

Nome em português: Guaiamum
Nome em inglês: West-Atlantic Land Crab, Blue Land Crab, White Land Crab, Great Land Crab
Nome científico: Cardisoma guanhumi (Latreille, 1825)
Origem: Américas, costa atlântica
Tamanho: carapaça com largura de 11 cm
Temperatura: 20-28° C
Salinidade: tolerante a variações, prefere baixa a média
Reprodução: primitiva, necessita de água salobra para as larvas
Comportamento: agressivo
Dificuldade: fácil

Origem e habitat
        O Guaiamum habita áreas estuarinas das zonas tropicais e subtropicais da costa atlântica americana, acima da marca da preamar, tendo ampla distribuição no litoral. É encontrado desde a Flórida (EUA) até o estado de Santa Catarina, Sul do Brasil.
        É um caranguejo muito bem adaptado à vida terrestre, possui uma carapaça quase que hermeticamente fechada, com guelras pequenas, onde leva seu próprio suprimento de água. Isto permite que sobreviva por até três dias fora da água, desde que o ambiente seja úmido.
        Desta forma, o ambiente natural desta espécie se localiza já em terra firme, mais distante da água, já na transição do mangue com a floresta adjacente (“apicum”). Durante o dia vive em tocas profundas cavadas em terrenos arenosos ou terrosos, com entradas amplas com até 10~12 cm de diâmetro, e uma profundidade de até 2 metros. As tocas têm orientação de início horizontalizada ou oblíqua, mas nos planos mais profundos apresentam aspecto vertical, alcançando a capa freática, e terminando num salão amplo com um grande bolsão líquido contendo 1 a 2 litros de água, doce ou salobra.
        Assim, a distribuição das suas tocas é limitada pela necessidade da presença de água no fundo, sendo geralmente vistos numa distância não superior a 5 km da costa. Entretanto, dependendo da declividade do terreno, podem ser encontradas a até 15 km da marca da preamar.
        Esta espécie pode ocupar espaços tipicamente urbanos, como o cais, ruas, quintais e casas, sendo frequentemente encontrado invadindo residências. Apesar de bastante apreciado como alimento no Brasil, esta espécie é considerada uma praga nos EUA e boa parte do Caribe, construindo tocas em gramados e plantações, erodindo o terreno e se alimentando de plantas. Em algumas localidades, suas tocas podem atingir altas concentrações, já tendo sido registrados 2000 tocas por metro quadrado na Flórida.
        Adultos são tolerantes quanto à temperatura, embora sejam mais ativos acima de 25°C. Entretanto, abaixo de 20°C há comprometimento no desenvolvimento larvar, desta forma dificultando o estabelecimento de populações fixas em locais de temperatura mais baixa.
        Como curiosidade, existe uma espécie de mosquito culicídeo centro-americano (Deinocerites cancer) que se especializou em utilizar as poças de água das tocas de Guaiamuns para se reproduzir.

Aparência

        É um dos maiores crustáceos terrestres, sua carapaça podendo atingir 11 cm de largura, mais de 30 cm de envergadura incluindo as pernas, e pesar 500 gramas.
        Possui carapaça oval, alta, com olhos pedunculados. As pernas são longas e robustas, dispostas lateralmente. Garras bem desenvolvidas, assimétricas, em especial nos machos adultos. Seu aspecto geral lembra um pouco os Uçás, mas não possuem muitos pêlos nas pernas, e a coloração é distinta.
        Há uma variação no padrão de coloração da carapaça destes animais, influenciada pela sua maturidade. A cor é determinada por diferentes combinações de efeitos da presença de pigmentos na carapaça e cromatóforos da epiderme. Em animais juvenis são observadas ambas as fontes de coloração, na fase de transição os pigmentos da carapaça são mais expressivos, e nos adultos a coloração é devida exclusivamente aos cromatóforos da epiderme. Existem quatro padrões de coloração:
  • Na fase juvenil, a parte dorsal da carapaça é marrom amarelada e as laterais roxo claro, os quelípodos e as pernas também são marrom amareladas.
  • Na fase de transição, o corpo do animal tem uma tonalidade roxa escura azulada bem intensa.
  • Em animais adultos, a carapaça, pernas e quelípodos mostram uma coloração mais homogênea, azul lavanda. Geralmente atingem esta coloração com 80~90 g.
  • Existe ainda um último padrão de coloração que ocorre em fêmeas adultas no período reprodutivo, após a ovulação. É caracterizado pela coloração esbranquiçada, amarelada ou acinzentada. Pode ocorrer em machos, mas é mais raro.
 

 
 


 
 
Fonte: Planeta Invertebrados

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