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terça-feira, 6 de maio de 2014


MAIS DE 9 MIL PRIMATAS SÃO MORTOS POR ANO NA AFRICA PARA CONSUMO HUMANO

·       Publicado por Lale Rios em 21 abril 2014 às 12:44 em MEIO AMBIENTE, FAUNA E FLORA


21 de abril de 2014



Foto: Divulgação

Em meio a um projeto que visava estimar as populações de primatas ameaçadas de extinção,  pesquisadores notaram um próspero mercado de carne de animais selvagens na África Ocidental – e descobriram algumas provas perturbadoras. Uma companhia chamada Daobly, que opera na Costa do Marfim, vende aproximadamente 9.464 primatas todos os anos, muitos dos quais pertencem a espécies ameaçadas. As informações são do The Dodo.

A dupla de pesquisadores da Universidade do Oregon e da Universidade Estadual de Ohio, realizou pesquisas no mercado em 2009 e em 2010, registrando a data, as espécies e o estado de preservação de todos os cadáveres de primatas trazidos de canoa de um rio próximo. Os animais à venda no mercado Daobly vinham principalmente do distrito de Konobo, no leste da Libéria, uma área em alta prioridade de preservação que contém diversas espécies ameaçadas. Entre os animais mortos para consumo humano havia antílopes, várias espécies de macacos e até dois chimpanzés.

O estudo, publicado no jornal Tropical Conservation Science, comparou o número estimado de animais mortos para consumo com a população estimada na floresta, e revelou que o nível de caça para fornecer carne para o mercado pressionava demasiadamente as populações de primatas. E ainda pior, os pesquisadores disseram que suas estimativas eram muito  conservadoras, pois há outros mercados onde as carnes são vendidas e que não foram considerados, bem como alguns fornecedores que se recusaram a deixá-los contar os animais que eles tinham à venda.

De acordo com o estudo, a demanda por carne de animais selvagens vem da Costa do Marfim, apesar da maior parte do produto ser fornecida pela Libéria. Embora esse estudo não alcance esse assunto, outras pesquisas apontaram demanda ocidental por essas carnes da África. Um estudo que examinou as apreensões de animais selvagens em Charles de Gaulle (Paris) encontrou um comércio impressionante e lucrativo, impulsionado principalmente pela demanda europeia por iguarias.

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