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domingo, 7 de setembro de 2014

AQUECIMENTO GLOBAL

A partir de agora, aquecimento global não para mais.
Publicado em 1.09.2014


Aproveite a pausa no aquecimento global enquanto ela ainda está por aqui, porque provavelmente esta é a última que vai acontecer neste século. Uma vez que as temperaturas começarem a subir novamente, elas não vão parar até o final do século – a menos que façamos um esforço para reduzir as nossas emissões de gases de efeito estufa.
A desaceleração do aquecimento global que vem nos beneficiando desde 1997 parece ser impulsionada pela ocorrência de ventos excepcionalmente fortes sobre o Oceano Pacífico, que estão “enterrando” o calor na água. Porém, de acordo com dois estudos independentes, mesmo que isso volte a acontecer, ou uma erupção vulcânica lance partículas de resfriamento no ar, não é provável que vejamos novamente um hiato semelhante.
Masahiro Watanabe, da Universidade de Tóquio, no Japão, e seus colegas descobriram que, ao longo das últimas três décadas, os altos e baixos naturais de temperatura têm tido menos influência sobre o calor global do planeta. Na década de 1980, a variabilidade natural foi responsável por quase metade das variações de temperatura observadas. Isso caiu para 38% em 1990 e, na década de 2000, chegou a apenas 27%.
Ao invés disso, o aquecimento induzido pelo homem é responsável por cada vez mais alterações do clima. Com o aquecimento cada vez mais rápido, pequenas variações naturais têm menos impacto e é improvável que substituam o induzido pelo homem. “A implicação é que vamos ter menos períodos de hiato, ou períodos de hiato que duram menos tempo”, explica Wenju Cai, especialista em clima da Organização de Pesquisa Científica e Industrial Comunitária, em Melbourne, na Austrália, que não estava envolvido no trabalho.
Outro estudo recente aponta que o hiato atual pode ser o nosso último por um tempo. Matthew England e seus colegas da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália, tentaram quantificar a chance de outra pausa. “Nos parece que esta provavelmente vai ser a última que veremos no futuro próximo”, afirma England.
Usando 31 modelos climáticos, os pesquisadores mostraram que, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem a subir, a chance de um hiato – um período de 10 anos sem aquecimento significativo – cai para praticamente zero após 2030. O hiato atual provavelmente será seguido por um rápido aquecimento à medida que o calor preso no oceano escapa para a atmosfera, de modo que não é provável que tenhamos mais uma década sem aquecimento antes de 2030. England acredita a próxima pausa pode levar um século ou mais para acontecer.
Contudo, este quadro pode mudar se desacelerarmos agora as emissões de gases de efeito estufa. Se conseguirmos alcançar as metas de emissões globais até 2040, o aumento da temperatura irá diminuir até o final do século, e os períodos de hiato seriam mais prováveis.

Estas lacunas também pode ser desencadeadas por erupções vulcânicas que expelem partículas no ar, refletindo a luz solar para longe da Terra, como aconteceu depois da erupção de 1991 do Monte Pinatubo, nas Filipinas. Mas, mesmo que um vulcão entre em erupção, faria pouca diferença. “Depois de 2030, é provável que a taxa de aquecimento global seja tão rápida que até mesmo grandes erupções vulcânicas na escala de Krakatoa não seriam susceptíveis a levar a uma década de hiato”, diz Nicola Maher, membro da equipe australiana. [New Scientist]

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As of now, not global warming for more

Published on 01/09/2014

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Enjoy the pause in global warming while it is still here, because this is probably the last that will happen this century. Once the temperatures start to rise again, they will not stop until the end of the century - unless we make an effort to reduce our emissions of greenhouse gases.

The slowdown of the global warming that has benefited us since 1997 appears to be driven by the occurrence of unusually strong winds over the Pacific Ocean, which are "burying" the heat in the water. However, according to two independent studies, even if it happens again, or a volcanic eruption bid cooling particles in the air, is not likely to see a similar hiatus again.

Masahiro Watanabe, University of Tokyo, Japan, and his colleagues found that, over the past three decades, the natural ups and downs in temperature have had less influence on the overall heat of the planet. In the 1980s, the natural variability accounted for almost half of the observed temperature variations. This fell to 38% in 1990 and, in the 2000s, reached only 27%.

Instead, human-induced warming is responsible for increasing climate change. With the increasingly rapid heating, small natural variations have less impact and is unlikely to replace the human-induced. "The implication is that we have fewer periods of hiatus, hiatus or periods that last less time," explains Wenju Cai, a climate expert at the Organization of Scientific and Industrial Research Community, in Melbourne, Australia, who was not involved in the work .

Another recent study indicates that the current hiatus could be our last for a while. Matthew England and his colleagues at the University of New South Wales in Sydney, Australia, attempted to quantify the chance of another break. "We feel that this will probably be the last we will see in the near future," says England.

Using 31 climate models, the researchers showed that if emissions of greenhouse gases continue to rise, the chance of a hiatus - a period of 10 years without significant warming - drops to almost zero after 2030 the current gap will likely be followed by rapid heating as the heat trapped in the ocean escapes into the atmosphere, so it is not likely that we have another decade without warming before 2030 England believes the next break may take a century or more to happen.

However, this situation may change now desacelerarmos emissions of greenhouse gases. If we can achieve the goals of global emissions by 2040, increasing temperature will decrease until the end of the century and periods of hiatus would be more likely.

These gaps can also be triggered by volcanic eruptions spewing airborne particles reflecting sunlight away from the Earth, as happened after the 1991 eruption of Mount Pinatubo in the Philippines. But even if a volcano erupts, would make little difference. "After 2030, it is likely that the rate of global warming is so fast that even large-scale volcanic eruptions of Krakatoa would not be likely to lead to a decade of hiatus," says Nicola Maher, a member of the Australian team. [ New Scientist 

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